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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Quem são os emos?

Cresce o número de jovens adeptos ao estilo em Santo Antonio de Jesus.

Emo é um gênero musical que têm suas origens no Hardcore. O estilo cresceu muito nos últimos tempos e caiu no gosto dos jovens com idade entre 11 e 18 anos. Para Tiago Carvalho, 18, baixista da banda Conflicts, de Santo Antonio de Jesus, o crescimento da tribo se dá por modismo.
O Emocore nasceu nos Estados Unidos, nos anos 80, o estilo mistura som pesado com letras românticas. O estilo de se vestir também é característica marcante dos emos, All Star, coturno, calça jeans colada ao corpo, jaquetas, cinto com pirâmides e franja nos cabelos. Na opinião de Tiago as pessoas acabam confundindo o estilo de se vestir com a música.
Os emos sofrem com o preconceito, chegam a ser agredidos fisicamente e verbalmente nas ruas. Márcia Garcia, 26, auxiliar administrativo, diz que é um movimento como todos os outros e que deve ser respeitado. “Não me rotulo a nenhum movimento ou estilo, porque sou muito eclética, gosto de algumas bandas do estilo, não me considero emo”, comenta Márcia. Para ela, ser ‘emo’ é se identificar com o estilo e não apenas ouvir algumas músicas, mas adotar também o jeito de vestir e pensar.

Por Rosivaldo Mercês

“Eu quero é Rock menino”

Músicos jovens se queixam da falta de apoio.

Apesar de um aumento de público nos shows, bandas de rock de Santo Antonio de Jesus reclamam da falta de apoio e espaço para a realização de eventos. Vários organizadores de festas sempre batem de cara com a falta de espaço.
Segundo Anderson Moreira, 23, auxiliar administrativo e baterista da banda Decreptus, falta ajuda por parte da Secretaria de Cultura do município e do comércio. Isso devido a um certo preconceito com o estilo. “O Rock and Roll sempre foi mal visto aqui na cidade”, diz Anderson.
Rogério Rocha, 31, designer e vocal da banda Kambo afirma que ainda existe um preconceito, mas essa idéia está um pouco ultrapassada. “Eu acho que há uma falta de informação, porque todos os estilos musicais têm um determinado público. Isso é devido a uma falta de acesso em geral, eles às vezes são muito movidos pelo que está acontecendo com os outros estilos musicais mais populares”, reitera Rocha.
Os membros das bandas falam da importância que a internet tem como ferramenta de divulgação do trabalho. A rede é essencial para a música, porque é acesso fácil para todos. “A internet é um bom veículo de divulgação. A única coisa que a internet prejudicou inicialmente é a questão das pessoas terem acesso fácil ao material, que antes era prensado em cd e vendido. Ninguém vende música pela internet”, comenta Rogério.
As bandas têm muitos custos para poder se manter, os próprios integrantes acabam bancando despesas com viagens, shows, gravação de CDs e vídeo clipe. “Fazer qualquer tipo de trabalho que você possa mostrar profissionalismo exige uma grana. É um custo alto. A gente, que tem um clipe e uma demo com cinco músicas, só conseguiu desenvolver esse trabalho em quase cinco anos de preparação, fazendo show pra levantar um dinheiro, mas assim que a gente consegue concretizar esse trabalho, mostrar um profissionalismo, aí somos encarados de outra forma”, fala Moreira.
Banda Decreptus:
Contatos: decreptus@hotmail.com
Vídeo: http://br.youtube.com/watch?v=CGh8rc9KsjE
Comunidade: http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=2643071
Ouça a banda em MP3: www.myspace.com/decreptusband